Avalanche


Avalanche

 

Eu sei que posso falar contigo

Eu sei que posso ouvir tua voz

Eu sei que posso ser teu amigo

Mas me ensina a te amar

 

Eu sei que posso usar teu nome

E aos enfermos posso curar

Livrar pessoas do cativeiro

Mas me ensina a te amar

 

Eu sei que vou cumprir tua Lei

Quando souber te amar

Amor que desce aí do céu e inunda o meu coração

Transforma o meu jeito de ser

Me faz capaz de amar

E até por quem me ofender

Serei capaz de me sacrificar

  

Fânio


Fânio

 

Você saiu, nem avisou

Pegou um trem que não parou

E assim, de súbito, viajou

 

Foi prum lugar que é tão comum

Mas que ninguém gosta de ir

Lugar pra onde qualquer um

Um dia vai ter que partir

 

Mas apesar desse destino

Que é tão fatal pra todos nós

Eu me reservo ao direito

De me sentir um pouco só

 

Pela notícia que me deram

Sem ter ninguém aqui por perto

Que te conheça como eu

Pra eu dizer que te amei

E que fui quase um filho teu

 

Queria agora te abraçar

Ao menos uma última vez

Te desejar boa viajem

Como pra mim você já fez

Epignosis



Epignosis

Meu coração salta dentro de mim

Minha carne estremece diante da revelação

As sombras de minha alma se tornam claras

Cristalizando meus defeitos e pecados

 

Sinto a proximidade do Santo

Meu ser se comove por inteiro

As palavras ganham novo sentido

E os medos temporais perdem força

 

Me aprofundo! Reverbero uma nova língua

Um portal no tempo/espaço se abriu

Paisagens nunca antes conhecidas

Se apresentam ao olhar do meu espírito

 

Só aqui eu me sinto acolhido

Só aqui acredito que sou filho

 

Tudo o que eu sempre quis

Foi ser chamado teu amigo

E receber, no fim, o maior dos prêmios

“Um abraço e o teu olhar de aprovação”

 

Não me importo com o que dizem

Se estão rindo ou me atacando

Só me importa o que tu dizes

Só me resta o que tu dizes