As Marchas para Jesus


Marchar é andar, ir, caminhar de forma cadenciada e contínua, é enveredar-se numa jornada de maneira regular.

Algumas potências militares organizam marchas e paradas com seus exércitos a fim de demonstrar seu poder bélico, disciplina e organização.

Associações de classe muitas vezes manifestam suas opiniões e fazem ouvir a voz de seus ideais em marchas pela paz, pela justiça ou por quaisquer outras motivações pelas quais se dispõem a lutar.

Marchas, portanto, são exercícios coletivos, organizados, com objetivos pré-estabelecidos e que podem fazer reverberar idéias, causando impressões na sociedade, ajudando a formar a opinião das pessoas.

Podem demonstrar amor ou indignação, sentimentos de paz ou revolta, podem trazer o medo ou o respeito, podem promover a vida ou a morte.

Entre essas manifestações sociais, está a “Marcha para Jesus”. Umas das maiores concentrações populares desta geração evangélica que ocorre anualmente em muitas cidades do Brasil e do mundo ocidental, cada uma na sua proporção, visão e capacidade mobilização.

Fala-se muito da Marcha, sobretudo a de São Paulo, pelos números mirabolantes que ela envolve e pelo duvidoso procedimento de vida de seu maior expoente, todavia, a caminhada dos crentes em unidade pelas cidades do Brasil e de tantas outras nações da terra tem deixado uma marca profética por onde passa.

Embora se divulgue por alguns meios de comunicação muitas situações das quais poderíamos nos envergonhar por causa do nítido despreparo de alguns neófitos em defender sua fé, sei que existem milhares de indivíduos suficientemente crentes para chorar e clamar pela redenção de suas cidades, enquanto marcham e adoram a Deus no meio dessas festas apoteóticas.

Jerusalém realizava grandes festas anualmente, para as quais o povo escolhido marchava das mais diversas partes da terra, a fim de adorar a Deus. Essas grandes mobilizações não são pecado, podem ser uma bênção e podem também desagradar ao Pai, como se vê nas Escrituras. Contudo, não podemos nos esquecer que os verdadeiros adoradores adoram ao Pai em espírito e em verdade e que a aplicação desse princípio é sempre invisível – nunca se vê quem adora desse jeito.

Leio muitas críticas sobre as Marchas para Jesus aqui do Brasil, principalmente por parte dos “blogueiros farisaicos de extrema esquerda cristã”, os quais pelo excesso de zelo, se tornaram como Saulo, perseguidores e assassinos da Igreja de Jesus que, discretamente, em espírito e verdade, com coração quebrantado se encontra no meio dessas solenidades que eles tanto odeiam.

Abram os olhos e vejam além da Babilônia! Vejam além das suntuosas estruturas, dos monstruosos cachês, do brilhantismo vaidoso da Meretriz. Vejam com os olhos de Deus, o qual não lançou o fogo fulminante do céu matando e condenando aquilo que, como críticos odiamos por causa de sua graça e amor.

Não podemos ter por imundo indigno aquilo que o Pai está usando para realizar grandes coisas nesta terra.

Não fique parado em meio às críticas, quem sabe não esteja na hora de você também marchar para Jesus?

Shalon,

rafa

A graça da Garça

Uma geração Livre


Liberdade é um sonho pelo qual homens lutaram até conseqüências dramáticas. Por ela, nações grandes e pequenas guerrearam, derramaram sangue, o seu próprio e o de outros.

Contudo, poucos sabem, mas a liberdade é uma virtude superior que só pode ser encontrada na vida daqueles que têm em si o Espírito Santo. Em letras apostólicas está dito que onde o Espírito habita, ali há liberdade.

Ser habitação do Espírito de Deus é um privilégio de seus filhos, os quais não nasceram da vontade dos homens, tampouco de suas instituições, mas da vontade e do gosto do próprio Deus, o Pai espiritual da Igreja Viva, com quem se relaciona através de uma comunhão vinculada por princípios de amor, humildade, tolerância, transparência, justiça, verdade, identificação e, lógico, liberdade.

É impossível descrever em poucas linhas a plenitude da revelação de como se baseia o relacionamento do Pai conosco, mas é possível afirmar que uma das principais características dessa relação é a liberdade.

Deus concedeu a cada um de nós vias de pensamento e ação individualizadas, dotando-nos do poder da livre escolha perante as situações gerais da vida. Costuma-se chamar isso de livre arbítrio!

No Evangelho, precisamos ser livres para pensar, agir e se expressar. Quando este princípio é corrompido ou simplesmente arrancado da vida dos indivíduos crentes, quebra-se uma instituição legítima firmada por Deus em favor da humanidade.

Eu acredito que nossa geração deve se comprometer em gerar discípulos de Jesus, que tenham a liberdade de decidir por si mesmos seus rumos, suas visões ministeriais e sua jornada no Evangelho.

É cansativo ver como as igrejas evangélicas, sob o falso argumento da unidade da visão, têm manipulado a mente da coletividade, tentando a todo custo manter as pessoas cercadas por teologias absolutistas e axiomas espirituais.

Sinto-me muito honrado em participar de uma obra que aponta num rumo ousado, que é o de ensinar a geração do avivamento a pensar e refletir por si mesma, adquirindo sua experiência pessoal com Deus num Evangelho que é ao mesmo tempo louco e racional, poderoso e real.

Shalon!!

rafa