Quem sou eu?
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Eu não sei até quando conseguirei clamar
Até que ponto meu corpo irá suportar
Acho que não sou capaz de cumprir com meus votos
Tampouco vencer tentações.
Sou carne, sou corpo, sou dado às paixões!
Só assim descubro que sou igual a qualquer um
Movido por desejos, pão e ilusões.
Ao menos, destaco dentre todas essas coisas que minha maior alegria é reconhecer
Um prazer bem lá no fundo do ser, de poder me ligar ao que tudo criou e, sem pudor,
Me entregar e abrir todo meu coração, expondo meu fracasso
Com uma louca certeza de ganhar um perdão.
Eu quero ter o poder de falar daquilo que faça brotar
De dentro dos corações as corretas direções nascidas no seio do amor
Eu quero ser como um lápis e escrever em linhas fortes
As verdades ocultas, mesmo não aparentes, que formam um novo viver
Já falei da morte, já mostrei o eterno, já cri por eles
Distribuí virtude, mas ninguém me ouviu
Uns se emocionam, outros, estáticos... alguém renasceu...
Grande festa se sucedeu onde ninguém antes viu
O que me resta é o poder de esperar sem ver por aquilo que não sei
Na terra onde trabalhei, se brotar, uma coroa ganharei
Esse é o meu mundo: esperança, amor e fé.
Sabendo que o maior está comigo, sentindo ser o menor entre todos
Fazendo o que ninguém mais quer fazer.